Os contratos futuros de alumínio no Reino Unido eram negociados próximos de US$ 3.150 por tonelada, ampliando a recuperação a partir da mínima de quatro meses de US$ 3.085 registrada no início de julho, à medida que o aumento dos riscos de oferta e o aperto nos estoques sustentavam os preços. As tensões geopolíticas se intensificaram após o colapso do acordo provisório de cessar-fogo do mês passado entre os EUA e o Irã, com ambos os lados intensificando ataques e o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz praticamente paralisado. A interrupção reduziu as perspectivas de retomada das exportações de alumínio do Golfo Pérsico, que responde por cerca de 9% da oferta global.
Essas pressões se somam a restrições já existentes, em especial o teto de produção de 45 milhões de toneladas da China, que deve se tornar ainda mais vinculante neste ano. Ao mesmo tempo, os estoques nos armazéns da LME permanecem próximos dos níveis mais baixos desde 2022, enquanto os estoques na Shanghai Futures Exchange continuam em queda, evidenciando uma demanda resiliente. Algum alívio pode vir da retomada das operações da refinaria de alumina Al Taweelah, da Emirates Global Aluminium, que voltou a operar após uma paralisação de três meses e meio.