Os contratos futuros de soja permaneceram acima de US$ 12,20 por bushel, rondando a máxima de nove semanas, à medida que a retomada da demanda chinesa e a valorização do petróleo bruto compensaram as melhores condições do cultivo nos Estados Unidos em relação ao esperado. O USDA classificou 66% da safra de soja norte-americana como em condição boa a excelente, um ponto percentual acima da semana anterior e acima das expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, o conflito contínuo no Oriente Médio manteve os preços do petróleo em alta, melhorando as perspectivas para a demanda por biocombustíveis. O sentimento altista foi ainda reforçado pelas compras chinesas, com o USDA confirmando vendas privadas para exportação de 340.000 toneladas métricas de soja dos EUA para a China, para entrega no ano de comercialização 2026/27. Ainda assim, as importações chinesas de soja dos EUA em junho caíram 20,6% na comparação anual, para 1,27 milhão de toneladas, refletindo os efeitos persistentes de tensões comerciais anteriores, enquanto as importações do Brasil aumentaram 13,7%, para 12,08 milhões de toneladas, elevando as chegadas totais de soja à China em junho a um recorde de 13,55 milhões de toneladas.