O real brasileiro se apreciou para 5,06 por USD em julho, seu nível mais forte em sete semanas, apoiado pela retomada dos fluxos de carry trade. A intensificação das tensões geopolíticas — marcada pela escalada de ataques entre os EUA e o Irã e por autoridades americanas minimizando as perspectivas de diplomacia — aumentou a aversão ao risco e levou alguns investidores em mercados emergentes a reduzirem temporariamente a exposição ao dólar.
As taxas de juros reais relativamente altas no Brasil, mantidas pelo Banco Central do Brasil como proteção contra riscos elevados de inflação e déficits fiscais persistentes, aumentaram a atratividade dos ativos denominados em real. Ainda assim, o comércio exterior continua sendo uma preocupação central para os mercados. Os investidores acompanham de perto possíveis iniciativas do governo voltadas a suavizar o impacto das novas tarifas dos EUA. Vale notar que alguns dos principais produtos de exportação do Brasil — como carne bovina, café, terras-raras, commodities energéticas, aeronaves e peças de aeronaves — foram excluídos da nova tarifa de 25%.