O real brasileiro foi negociado em torno de R$ 5,15 por dólar americano em setembro, mostrando pouca reação após o Banco Central do Brasil (BCB) cortar a taxa Selic em 25 pontos-base, para 13,75%. O BCB evitou sinalizar um caminho claro para os próximos passos, destacando que a incerteza elevada exige prudência e cautela na condução da política monetária. Esta foi a última reunião de política monetária antes da eleição presidencial de outubro.
A decisão veio pouco depois de o Federal Reserve dos EUA elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75%–4,00%. A consequente redução do diferencial de juros tem dado suporte ao dólar americano, embora esse efeito já estivesse em grande parte precificado, uma vez que as decisões de ambos os bancos centrais corresponderam às expectativas do mercado.
Ao mesmo tempo, os avanços de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas eleitorais presidenciais têm fornecido algum suporte ao real, já que os mercados tendem a ver Bolsonaro como fiscalmente conservador. Ainda assim, o nível elevado das taxas de juros domésticas e a atividade empresarial fraca continuam a pesar sobre as perspectivas econômicas do Brasil.