O Bitcoin vem ficando para trás em relação aos metais preciosos, entrando em uma fase de consolidação após não conseguir sustentar o nível de suporte de US$ 90.000. De acordo com a CryptoQuant, investidores de curto prazo estão intensificando a pressão vendedora ao liquidar posições com prejuízo. Em contraste, ouro e prata seguem apresentando crescimento consistente, impulsionados pela incerteza econômica e pelas expectativas de queda nas taxas de juros.
A principal razão para essa divergência está na forma como o mercado enxerga esses ativos. Enquanto os metais preciosos são tradicionalmente considerados instrumentos de proteção em períodos de instabilidade, o Bitcoin ainda é visto por grandes investidores como um ativo de alto risco. Com o aumento das preocupações, agentes financeiros vêm realocando capital para o ouro e para títulos governamentais, deixando as criptomoedas em segundo plano. Conforme destacado por analistas da CryptoQuant, o Bitcoin carece atualmente de catalisadores econômicos capazes de sustentar um crescimento consistente, já que a demanda praticamente se dissipou.
Ainda assim, especialistas não descartam uma possível recuperação do ativo digital. Caso a demanda volte a apresentar sinais claros de retomada, o Bitcoin poderá se alinhar mais de perto ao desempenho dos metais preciosos. Enquanto isso, Peter Schiff, economista e conhecido defensor de investimentos em ouro, afirmou que o metal precioso tem mais chances de atingir US$ 1 milhão do que a principal criptomoeda do mercado.