Analistas elevaram suas projeções para o ouro, passando a estimar o preço em US$ 6.000 por onça troy até o fim de 2026 e em US$ 10.000 até o final da década. O think tank de Ed Yardeni revisou suas estimativas após o metal precioso se consolidar em torno de US$ 4.500. No início de 2025, os analistas projetavam uma faixa entre US$ 4.000 e US$ 4.500, mas o ouro superou as expectativas, acumulando uma alta de 70% em um ano e de 171% nos últimos três anos.
A projeção da Yardeni Research é consideravelmente mais otimista do que o consenso do JPMorgan, que estima o ouro em US$ 5.055 por onça em dezembro de 2026. O rali é sustentado por tensões geopolíticas e pela expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve. Taxas mais baixas aumentam a atratividade de ativos que não oferecem rendimento, como o ouro, reforçando seu papel como ativo de proteção.
Apesar de oscilações no curto prazo, a maioria dos especialistas concorda que o ouro deve continuar se valorizando em 2026, em meio à persistente incerteza global. No entanto, o ritmo de alta tende a ser mais moderado em comparação com a dinâmica observada em 2025. Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo políticas monetárias acomodatícias dos bancos centrais, preocupações com riscos geopolíticos e a busca por diversificação de portfólios por meio de ativos tradicionais de preservação de valor.