O peso mexicano caiu para além de 18,7 em relação ao USD, recuando de seus picos de agosto de 2024. Esse declínio foi desencadeado pela imposição de uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses pelo Presidente Trump e pela possibilidade de tarifas de 15–20% sobre outros parceiros comerciais. Essas ações levantaram preocupações de que medidas semelhantes relacionadas ao USMCA possam sufocar a economia mexicana, que é impulsionada pelas exportações. Simultaneamente, a recuperação contínua do índice do dólar tem contribuído para os desafios do peso.
As atas recentes da reunião de junho do Banco do México indicam que, apesar de cortes de taxa de 325 pontos-base desde o início de 2024, os formuladores de políticas estão considerando reduções mais modestas de um quarto de ponto. Essa abordagem cautelosa é devida à taxa de inflação geral, que permanece elevada em 4,32%, significativamente acima do alvo de 3%, e reduz as esperanças de uma política monetária mais flexível. Além disso, as entradas de remessas—uma fonte vital de câmbio estrangeiro—enfrentam pressão devido a discussões no Senado dos EUA sobre a implementação de um imposto sobre remessas. Esse desenvolvimento priva o peso de seu alívio sazonal tradicional e o expõe à força contínua do dólar.