Em julho, o real brasileiro enfraqueceu além de 5,5 por USD, marcando uma baixa de um mês. Este declínio foi desencadeado pelas recentes medidas comerciais do Presidente Trump, incluindo uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses e potenciais tarifas generalizadas variando de 15 a 20%. Essas ações seguiram uma tarifa significativa de 50% sobre as exportações brasileiras, efetiva a partir de 1º de agosto, causando preocupações sobre um prolongado conflito comercial. Tais preocupações têm direcionado capital para ativos em dólar e obscurecido as perspectivas de entradas de câmbio estrangeiro do segundo maior parceiro comercial do Brasil. No cenário doméstico, a inflação permanece teimosamente alta em 5,35% ano a ano até junho, muito acima da meta de 3%. Isso manteve a taxa Selic em um patamar restritivo de 15%, com o Copom indicando uma pausa "muito prolongada" em vez de cortes imediatos, reduzindo assim as esperanças de alívio monetário. Apesar desses desafios, os fundamentos políticos do Brasil têm fornecido um certo apoio; os rendimentos reais robustos, entre os mais altos globalmente, têm atraído fluxos de carry-trade. Além disso, a atualização do Tesouro para a previsão do PIB de 2025 de 2,5% aponta para uma economia resiliente o suficiente para suportar essas pressões externas.