Os contratos futuros de cobre nos EUA caíram para abaixo de US$ 5,40 por libra em março, seu nível mais baixo em três meses, acompanhando uma queda mais ampla nos principais metais industriais em meio ao fortalecimento do dólar americano e à crescente preocupação de que os elevados custos de energia prejudiquem a demanda da indústria de transformação. Os principais benchmarks de petróleo bruto e GNL mantiveram em grande parte os fortes ganhos deste mês depois que o conflito no Golfo Pérsico destruiu infraestrutura de energia e interrompeu as exportações feitas por navios-tanque.
Esses acontecimentos pioraram as perspectivas para o setor manufatureiro ao pressionar as margens das fábricas e reduzir o poder de compra dos consumidores. Ao mesmo tempo, riscos de alta mais intensos para a inflação levaram os formuladores de política do Federal Reserve a adotar um tom mais hawkish em suas projeções econômicas, fortalecendo o dólar e exercendo pressão adicional sobre as commodities cotadas na moeda americana.
A queda nos preços do cobre também coincidiu com os estoques mais altos em seis anos na London Metal Exchange (LME) e com níveis recordes de inventários na Shanghai Futures Exchange (SHFE), reforçando patamares de lance mais baixos no mercado.